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29 de mai. de 2009

O Mestre, A Videira

Há muitos anos atrás nasceu uma Videira frondosa, formada a partir de uma semente única, semente que jamais se viu igual. Um broto que nasceu sem fecundação, foi formado por um sopro, um fôlego de vida, do Pai da Criação. Nasceu ela numa terra seca, onde todos se encontravam presos a grilhões, alguns pelo pecado, outros pela lei e pesada religião.

O tempo foi passando e certo dia nessa terra presenciou-se uma grande festa, um casamento onde entre os convidados também estava a Videira e sua mãe. A festa foi passando e por falta de logística, acabou-se o vinho. Foi aquela confusão, pois não havia mais o que ajudasse a descer o pão. A mãe da Videira resolveu chamá-la para resolver o problema, pois sabia que apesar da pouca idade, nela se encontrava toda a autoridade. Disse sem dúvidas:

– Fazei tudo o que a Videira disser.

Mas havia um grande problema, a noite já havia chegado como uma árvore produziria frutos sem a luz do Sol. Mas a Videira era diferente, ela tinha luz própria, pois permanecia em profunda comunhão com o Pai de toda a Vida, e dela emanava poder. Com sua luz própria que dela emanava, com a água de um rio eterno que lava a todos que nele entram, e com o ar ao seu redor, a Videira produzia um fruto sem igual, uma uva espiritual. E ao final daquela noite sem esperança de festa e alegria, aqueles que permaneceram junto à Videira até o fim, provaram dos vinhos, o melhor.

Mas porque essa Videira nasceu em uma terra tão seca, apesar de ser ela Perfeita, porque não permaneceu ela para sempre com o Criador. Bom, é que havia naquela terra uma árvore mais antiga, uma árvore que até de longe parecia bonita, mas dentro dela não havia vida. Uma árvore que no início tinha suas raízes postas no Criador, mas que quando possuía apenas dois ramos, julgou ser capaz de viver sozinha, independente, e sua própria raiz cortou. Morreu aquela árvore, mas apesar disso continuava a crescer e a produzir frutos que eram agradáveis aos olhos, mas seu suco era o mais terrível dos venenos. Essa árvore era inútil, pois só produzia frutos de morte e seria no futuro lançada ao fogo e totalmente consumida. Para que os ramos dessa árvore pudessem viver é que desceu à Terra a Videira.

Veio então sobre aquela terra uma grande tempestade que derrubaria de uma só vez aquela velha árvore. Mas por misericórdia, a Videira a protegeu e recebeu sobre si todo o peso da tempestade que a partiu ao meio. Mas apesar de parecer estar morta, ela tinha raízes profundamente unidas à fonte da Vida, e depois do terceiro dia, novamente, viveu.

Depois daquele dia algo realmente incrível aconteceu. Alguns ramos da velha árvore se arrependeram te ter bebido durante toda a sua história a seiva do pecado e aceitaram a Videira como única fonte de vida. O Criador então cortou esses ramos e na Videira os enxertou e com ela tornaram-se um. Os ramos passaram então a ser irmão, pois neles corria o mesmo sangue, a seiva da videira. Uma seiva cheia de vida, formada pela Espírito, que nos ramos produzia os mais deliciosos e poderosos frutos que passaram a alimentar outras pessoas e a trazê-las para junto da Videira. Os ramos produziam também a mais acolhedora das sombras que protegia e amava a todos que a buscavam. Novos ramos eram enxertados a cada dia formando o corpo da Videira, originado o corpo de uma noiva, de nome, Igreja.

Rafael Silva da Costa,

3 de mai. de 2009

Obrigado pela Imperfeição

Obrigado Pai por não ser perfeito
Do contrário, não precisaria de sua Graça
Nem de sua Misericórdia o dia inteiro

Obrigado Pai por permitir meu fracasso
Pois só assim aprendo
A nunca me afastar do seu abraço

Obrigado por ser dos filhos o mais fraco
Por não poder nada sozinho
Mas tudo ao seu lado

Obrigado por ser para o longe, um cego
Tendo que observar a criação
E seus detalhes de perto

Obrigado pela saúde frágil
Pois agradecer todos os dias por estar vivo
Se torna fácil

Por não atender todos os meus pedidos, Amem
Pois sou egoísta e não sei pedir
Só Tu sabes fazer meu bem

Graças de dou por ser vaso roto
Pois tenho que beber de Ti
O tempo todo

E por não entender o seu amor,
Para não prende-lo dentro do meu conhecimento,
Digo apenas , Obrigado!

Sua graça é em tudo intensa
Termino então dizendo:
Obrigado por reticências ... ...

Como eu queria...

Como eu queria, oh Deus!
Ter escutado antes o seu chamado
Ter vislumbrado sua doce face
Nos antigos anos meus

Quem me dera ter conhecido
No passado, Seu lindo reino
Ter entendido o que é governo
E na sua dependência vivido

Como eu queria na infância
Ainda com meus olhos de criança
Ter sabido que Tu eis Pai presente
No céu e no ar que respiro

Quem me dera ter o dia só pra ti
Poder fechar os olhos e parado
Sentir com intensidade sua presença
Algo como um abraço apertado

Deus meu! Me proteja da alienação
Escravidão, depressão, inquietação
O que quero, Pai, comunhão
Sentir-me um com meu irmão

Como eu queria ler o som da Sua voz
Todos os dias na Sua palavra impressa
Que vergonhosamente deixo na cabeceira
Repousar sobre ela poeira

Como eu queria ter recebido antes o Seu filho
O padrão!
Alto e difícil de ser atingido
Mas perfeito demais para ser abandonado

Como eu queria parar de pensar
E repousar no Espírito a minha língua
Parar de sozinho agir
Para que só o Espírito possa fluir


Como eu queria...
Não sei se é ousadia, mas como eu queria
Ouvir da sua boca:
Tu eis meu filho amado
Em quem me comprazo

Como eu queria ter a ti no passado
Mas, Glória a Deus!
As coisas velhas já passaram
Tudo se fez novo!

rafaEL Silva da Costa...